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Turismo de Cairu: o que Foi Anunciado e o que a Comunidade Levantou na Reunião do COMTUR

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O Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) de Cairu fez, em 2 de junho de 2026, uma reunião aberta a empresários, trabalhadores do turismo, moradores e poder público, transmitida ao vivo pela TV Câmara Cairu, no YouTube, com o título “O turismo do arquipélago de Cairu em movimento”. Segundo a mesa, era a quarta reunião do conselho.

Este resumo registra o que foi anunciado, com os prazos citados na fala, e o que o público levantou, com o link do trecho de cada fala. Os prazos são os ditos na reunião, e alguns já passaram. Onde o site tem atualização, há link para ela. Falaram o prefeito Hildécio Meireles, o secretário de Turismo Cláudio Brito, o presidente da ACEC Jackson Fernandes, o consultor Alexandre Pereira e o publicitário Elton, além de moradores e representantes do trade.

Por que o COMTUR Abriu a Reunião ao Público

O prefeito disse que o número de concorrentes do destino aumentou e que os concorrentes se organizaram melhor. Segundo ele, o destino sente abalos que vêm mais de ações externas do que internas, além de prováveis falhas do poder público e também de empresários e trabalhadores do setor. A proposta da reunião aberta era criar um fórum de debates para buscar soluções em conjunto (► 8:29).

Cláudio Brito lembrou que o COMTUR tem 18 membros, nove da gestão e nove do trade turístico, e que as reuniões são abertas a todos, inclusive para sugestões (► 1:53:17). Jackson Fernandes, vice-presidente do COMTUR e presidente da ACEC, disse que, na visão dele, a situação atual é culpa de todos: da gestão, por ter negligenciado outras prioridades, dos empresários, por terem olhado só para o próprio umbigo, e da comunidade, por faltar sentimento de pertencimento (► 1:57:09).

Visitação, TUPA e Receita do Município

O prefeito disse que um levantamento feito no dia anterior indicava queda de cerca de 1% na chegada de turistas de janeiro a maio (► 21:10). Um colaborador da prefeitura apresentou outro cálculo: sem contar os isentos da TUPA, como trabalhadores e moradores de Valença, Taperoá e de outros locais da região que vão e voltam no dia, haveria alta de 14% sobre o ano anterior. O prefeito afirmou que a gestão seguiria trabalhando como se a queda fosse real (► 22:02).

Sobre o valor da TUPA, o prefeito lembrou que, na reunião no Morro, a perspectiva era chegar a R$ 70 para equilibrar a conta do transbordo do lixo. Segundo ele, R$ 90 permitiriam novos investimentos, como ampliar a Guarda Municipal e treinar equipes para os primeiros combates a incêndio (► 23:00). Ele contou que a ideia de R$ 90 foi praticamente unânime, mas que optou por R$ 70 e por antecipar melhorias (► 24:29). Para entender a taxa, veja tudo o que você precisa saber sobre a TUPA.

O prefeito informou que 3% da arrecadação da TUPA vão para o Fundo Municipal de Turismo, com previsão de cerca de R$ 400 mil neste ano, aplicados em promoção do destino conforme decisão do conselho (► 32:51). Cláudio Brito disse que o conselho gere o fundo, que o recurso será investido em promoção e que achava, sem ter certeza, que Cairu nunca teve uma condição como a de agora para promover o destino (► 1:58:09). Jackson Fernandes disse que a contratação do marketing e a consultoria de Alexandre Pereira já saem desse recurso, assim como a marca, as revistas promocionais e a contratação de influenciadores (► 1:59:26).

Mais adiante, o prefeito disse que a maior parte das toneladas de lixo diárias é produzida pelo turista, que, segundo ele, deve pagar por isso, e que as quatro unidades de saúde com plantão 24 horas atendem a população, mas também o turista (► 3:02:42).

Ele também mostrou a queda do ICMS, que segundo ele era a principal receita do município: cerca de R$ 42 milhões em 2021, R$ 31 milhões em 2022, R$ 35 milhões em 2023, R$ 29 milhões em 2024 e R$ 25 milhões em 2025, e R$ 6 milhões até 30 de maio de 2026 (► 2:59:42). A receita do município também foi tratada na audiência pública de 30 de setembro, resumida aqui.

Imagem do Destino nas Redes e Preços

Elton lembrou os vídeos do “Morro vazio” divulgados no início de maio. Ele disse que o destino tem sazonalidade e que, pouco antes, o feriadão de Tiradentes havia sido maior que o do Dia do Trabalhador, sem repercussão. Segundo ele, ao ler os comentários dos vídeos, ninguém falava da TUPA. Os comentários reclamavam de atendimento e de preços que ele considerou abusivos, como bebidas a R$ 37,90, caipirinha de R$ 40, comida de R$ 150 e um lanche de R$ 92 (► 1:35:03 e ► 1:36:35).

Elton defendeu que os problemas sejam tratados com quem pode resolvê-los e não nas redes, que o trade combata cobranças indevidas e preços abusivos e que o atendimento seja impecável. Segundo ele, outros destinos cobram por atrativo, enquanto Cairu tem uma única cobrança para o arquipélago inteiro (► 1:37:31 e ► 1:39:47).

Obras e Prazos Anunciados para o Morro e Boipeba

  • Nova estrutura de cobrança da TUPA na chegada ao Morro, com banheiros masculino e feminino, cobertura melhor e área de conforto para idosos e crianças. O prefeito disse esperar a entrega em 30 de junho (► 25:32 e ► 26:07).
  • Requalificação do mirante do Farol e do deck do mirante da Primeira Praia, em frente à Pousada Farol do Morro (► 28:03).
  • Requalificação da Praça Aureliano Lima, com entrega desejada para 19 de junho (► 28:23), e da via do Morro ao Zimbo e de ruas periféricas (► 28:53).
  • Ordenamento e padronização das unidades dos ambulantes da Quarta Praia (► 29:26) e receptivo provisório com estacionamento e área de treinamento de passeio de quadriciclo (► 29:40).
  • Extensão da Terceira Praia (► 30:06).
  • Unidade de saúde avançada no Morro, de R$ 9 milhões, metade do governo do estado e metade do município (► 3:03:10).

Em Boipeba, o prefeito contou que assinou o contrato do novo receptivo, com áreas de chegada e saída com cadeiras, lanchonete, banheiros e ar-condicionado. Dias depois, uma liminar na Justiça pediu a suspensão do contrato, e a prefeitura o suspendeu. Ele disse ter confiança em derrubá-la. Só voltará a cobrar a TUPA em Boipeba com o receptivo pronto, que espera para novembro ou dezembro (► 26:28 e ► 27:17). Ele mostrou também a cobertura prevista para a praça das barraquinhas de Boipeba, no padrão do Morro (► 31:00).

Na resposta a um participante, o prefeito disse que o município publica o edital para um terminal de carga e descarga na Ilha de Tinharé, com uma via para carga e outra para turistas e moradores (► 3:03:32), e que busca a construção de um aeroporto na ilha para atender o Morro (► 3:03:54).

Festivais, Calendário e Promoção do Destino

O prefeito anunciou o Festival de Primavera de Boipeba, no mesmo padrão do Morro, e disse que as atrações do festival do Morro, previsto para o início de dezembro, seriam anunciadas em 19 de junho, junto com um São João antecipado (► 31:36 e ► 32:11). Para o que foi divulgado depois, veja o Festival de Primavera do Morro de São Paulo.

Jackson Fernandes disse que o calendário turístico e cultural já estava publicado nos perfis oficiais e que o de 2027 deveria sair até novembro (► 2:01:40 e ► 2:02:09). Disse também que estava em discussão a retomada do festival gastronômico (► 2:02:59). Cláudio Brito citou etapas de futevôlei e vôlei em Boipeba, na Gamboa e no Morro no segundo semestre (► 2:19:21) e fez um pedido ao trade de hospedagem para equipes de produção e bandas dos festivais: se cada pousada ceder um quarto, o problema se resolve (► 2:20:47).

Cláudio Brito apresentou a proposta de o arquipélago ser tema do samba-enredo da escola de samba Unidos Acadêmicos do Tatuapé, em São Paulo, no carnaval de 2028. Ele disse que o desfile do ano anterior deu 8,2 pontos de audiência, que haveria transmissão ao vivo e 10 inserções de 30 segundos na Rede Globo e que o custo é de aproximadamente R$ 2,3 milhões, dos quais R$ 2 milhões poderiam ser captados pela Lei Rouanet. Segundo ele, o samba-enredo é lançado a partir de abril do ano anterior e os ensaios abertos começam em setembro (► 34:25, ► 35:39 e ► 37:54).

Cláudio Brito apresentou um workshop itinerante, a ser testado em Brasília neste ano, com rodada de negócios, e levado em 2027 a São Paulo, Minas e Rio. Foi dito que a ideia surgiu da análise dos dados da TUPA, que mostram de onde vêm os turistas (► 2:06:42). Jackson Fernandes anunciou a contratação, pela ACEC, de um executivo de vendas do destino, que participaria de eventos e road shows pelo país, divulgando o destino por meio da iniciativa privada. Cláudio Brito entrou na conversa nesse ponto (► 2:12:08).

Jackson Fernandes disse que o ator Caio Castro quer ser o rosto de Cairu e que há conversa com a Câmara sobre um título para ele. Um evento para influenciadores locais está previsto para o fim do ano, e o trade foi chamado a ceder hospedagem, passeios e refeições a influenciadores convidados (► 2:17:18).

Jackson Fernandes disse que Cairu será o primeiro município da Bahia a ter um observatório do turismo, que usará os dados da TUPA e do Cadastur. Segundo ele, hoje só as agências de turismo do município estão 100% no Cadastur, e hotéis, pousadas e restaurantes foram convidados a se cadastrar, sem custo (► 2:04:14 e ► 2:05:04). Jackson Fernandes disse também que, na visão dele, este ano o destino sofreu mais comercialmente do que nos últimos oito anos, e que o caminho é rever o que não foi feito e criar ações para a baixa temporada (► 2:21:50).

Consultoria e Diagnóstico do Turismo de Cairu

Alexandre Pereira, ex-secretário de Turismo de Fortaleza, contratado pela prefeitura como consultor, defendeu que o diferencial do destino está nas pessoas e na narrativa. Para ele, o turista que volta é conquistado pelo atendimento e pelas histórias de quem mora no lugar. Contou que um menino que o atendeu na Quarta Praia foi o que mais o marcou na visita (► 41:22 e ► 55:21). Disse que os problemas devem ser resolvidos dentro de casa, e pediu aos presentes que sejam promotores do destino (► 1:15:07).

Ele defendeu o turismo de pequenos eventos e negócios, para 300 a 500 pessoas, na baixa estação. Segundo ele, Cairu tem hospedagem e traslado, mas não tem um centro de eventos (► 57:47). Propôs um Visit Cairu, um convention bureau ligado à ACEC, e o Observatório do Turismo, sem custo para a prefeitura nem para os empresários (► 1:28:11). O prefeito disse que há possibilidade de conseguir um terreno para um centro de convenções (► 39:22).

No inventário apresentado, o município tem cerca de 300 hospedagens, 12 mil leitos e 326 bares e restaurantes em funcionamento (► 1:17:52). O diagnóstico, feito com questionários respondidos pelo conselho, pelo trade, pela secretaria e pelo gabinete do prefeito, tem três eixos: turismo interno e governança, promoção e posicionamento, e eventos e negócios (► 1:21:45).

Os principais emissores de turistas citados são Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo e, entre os estrangeiros, Argentina, Israel, Chile e França (► 1:24:11). Entre os desafios de infraestrutura, o diagnóstico lista a logística de embarque e desembarque, saneamento, banheiros, atendimento da TUPA por meios eletrônicos e descarte de resíduos (► 1:26:16).

Nova Marca do Arquipélago

Elton apresentou a nova identidade visual de Cairu, criada a partir de oficinas e questionários. Segundo o briefing que ele leu, o turista atual é visto como jovem de classe média, muito influenciado pelo digital e com ticket médio baixo, e o objetivo é atrair um público de 30 a 55 anos, casais e famílias com maior poder aquisitivo e consciência ambiental (► 1:40:48). As cores são azul, verde e tons de areia dourada, evitando neon, vermelho e excesso de preto (► 1:41:21). A marca usa como referência o farol, as igrejas, os grupos culturais e as muralhas do Morro, e a tipografia foi desenhada letra por letra (► 1:42:51 e ► 1:45:14).

O slogan é “um arquipélago, infinitas descobertas” (► 1:46:11). Haverá duas marcas: a de Cairu e uma assinatura comercial, “Morro de São Paulo e Boipeba, Cairu”, pensada para feiras e materiais promocionais, porque, segundo Elton, quem não conhece Cairu conhece o Morro e Boipeba (► 1:46:52). Também há submarcas por localidade e 37 roteiros de vídeos documentários para o segundo semestre (► 1:47:43). Entre as ideias, estão um passaporte com carimbos por localidade e experiência, ainda em estudo de viabilidade (► 1:48:22), e uma revista de cerca de 60 páginas (► 1:49:56). A ACEC também apresentou, em setembro, uma marca conjunta e um portal de vendas voltado ao trade.

Revitaliza a Cidade de Cairu

O prefeito apresentou o programa Revitaliza a Cidade de Cairu, voltado ao centro histórico da sede do município, que, segundo ele, tem a maioria das casas fechadas na rua que sobe até a igreja matriz. O programa é coordenado pela secretária de Cultura, Cíntia Palma, e tem quatro pilares (► 11:04 e ► 16:21):

  • Projetos para casarões já desapropriados ou públicos, enviados ao Ministério da Cultura. Um deles, a Casa de Reis São Benedito e da Música, foi aprovado, com credenciamento de cerca de R$ 3 milhões. Os outros dois, um museu de arte contemporânea e uma escola de gastronomia, ainda não foram avaliados (► 12:08 e ► 12:55).
  • Requalificação dos casarões da Rua Direita, que já foram notificados para desapropriação. Segundo o prefeito, serão concedidos por 20 anos, renováveis por mais 20, ou comprados pelo preço de hoje. A contrapartida é um valor simbólico anual, que ele estimou entre R$ 60 e R$ 80, e a restauração da fachada original, de preferência com uso comercial (► 13:10, ► 14:09 e ► 14:41).
  • Terrenos baldios com potencial para empreendimentos, numa segunda etapa, com concessão no mesmo modelo (► 15:18).
  • Criação de produtos para atrair visitantes, como o museu, as escolas de gastronomia, eventos culturais e projeção de imagens holográficas (► 15:55).

O vídeo exibido na reunião citou também um hotel de luxo no convento de Santo Antônio e afirmou que, pela Lei de Incentivo à Cultura, o patrocinador tem 100% de isenção fiscal (► 17:05). O prefeito deu como exemplo quem pagaria R$ 5 milhões de imposto de renda: poderia investir R$ 3 milhões no projeto aprovado e pagar R$ 2 milhões à União (► 20:04). Alexandre Pereira disse que consegue visualizar Cairu daqui a dez anos com esse programa (► 45:07).

O que a Comunidade Levantou

Na parte final, o público teve a palavra. Estes foram os pontos levantados, com as respostas dadas na hora.

Ocupação da Segunda e da Quarta Praia

Mercedes, moradora do Morro há 40 anos, pediu uma discussão aberta e amigável sobre a ocupação das duas praias. Ela disse que a Segunda Praia “virou um caos”, com atividades variadas, que a areia foi perdida para o comércio e que houve concessões ao comércio. Sobre a Quarta Praia, disse que a ocupação com 20 barracas padronizadas não é positiva, porque, na visão dela, a areia deve ficar livre, e lembrou que a praia já foi considerada uma das dez mais lindas do planeta. Disse ainda que o morro do Farol era mata e hoje está todo construído, e que turistas teriam deixado de voltar após a passarela da Terceira Praia (► 2:32:06, ► 2:34:03 e ► 2:35:27).

O prefeito respondeu que a decisão cabe ao conselho, junto com os trabalhadores e a comunidade, e que, se decidirem tirar os trabalhadores da praia, a prefeitura tira (► 2:36:04). Disse que o Morro virou um centro comercial, que não considera a Segunda Praia um caos, que ali já houve investimento e que agora se trata de requalificação, iluminação e paisagismo, mas reconheceu que pode haver exagero na ocupação (► 2:37:19 e ► 2:37:40).

Sobre a Quarta Praia, o prefeito afirmou que ela não pode mais ser deserta como era, que a ocupação vem desordenada e não é só de trabalhadores, mas também de empresários que construíram, e que a padronização busca melhorar o equipamento de quem trabalha ali. Se o conselho decidir voltar 40 anos, disse, não há problema (► 2:38:57). Cláudio Brito encerrou o assunto dizendo que ele seria tratado depois, em reunião do COMTUR, e que a reunião daquele dia era de construção (► 2:39:19).

Venda de Passeios na Praia

Sandra, vice-presidente de uma associação de guias, disse que existem 84 guias regularizados, mas que, segundo ela, muitas outras pessoas com camisas de várias estampas vendem passeios na praia. Defendeu que só os 84 vendam e disse que isso também provoca o desordenamento citado por Mercedes. Pediu que o tema seja discutido com a Secretaria de Turismo (► 2:39:39 e ► 2:41:37). Ela disse também que as pessoas buscam a história dos lugares que visitam, e que os passeios muitas vezes não mostram a parte histórica de Cairu.

Preços, Comentários e o Perfil do Turista

Bia, guia e vendedora de passeios, sugeriu que todos que trabalham com turismo, mesmo sem muitos seguidores, rebatam comentários negativos. Disse que, quando viram os vídeos do Morro vazio, vários clientes perguntaram se havia outra pandemia, e que ela respondeu em tempo real com áudios e vídeos mostrando o Morro funcionando. Sobre comentários de que um prato custa R$ 120 ou R$ 150, disse que indica restaurantes com pratos a partir de R$ 30 e que o Morro não é caro para quem busca as dicas certas (► 2:24:50, ► 2:26:03 e ► 2:26:47).

Um morador da Quinta Praia disse que, para quem vem do Sudeste, a comida não é cara, e que pagar R$ 140 num prato é normal. Disse que a TUPA não vai prejudicar Cairu e que, na visão dele, o turista que traz benefício é o que gasta em hospedagem, guias e restaurantes (► 2:44:29 e ► 2:44:52).

Ele contou ter ouvido de taxistas em Feira de Santana, depois que a taxa passou a ser cobrada lá, que há visitantes que ficam três dias morando numa van e não consomem em restaurantes, comprando em depósitos de bebidas ou no mercado. Segundo ele, nesse caso quem enriquece é a Ambev, enquanto o visitante deixa sujeira e reclama da taxa. Também citou o centro de convenções de Feira de Santana, para 300 pessoas, como exemplo de turismo de eventos (► 2:45:05 e ► 2:46:14).

Limpeza, Manguezais e Fiscalização

O mesmo morador disse que limpa o microplástico da Quinta Praia à tarde e que, segundo ele, o material vem das marés, e não dos turistas. Falou do estado dos manguezais entre a Quarta e a Quinta Praia e de lixo na estrada de Garapuá, inclusive entulho de construção, e disse sentir vergonha da situação. Pediu educação ambiental, limpeza mais rápida e fiscalização (► 2:47:10, ► 2:47:41, ► 2:48:24 e ► 2:50:03).

Sugeriu que mototaxistas atuem como fiscais da natureza (► 2:50:55). Contou ainda que a polícia foi acionada por causa de uma barraca com música, que, segundo ele, sujava a praia, no fim da Quinta Praia. Depois, ele e o dono do terreno colocaram uma placa citando uma lei municipal e dizendo que ali é proibido, e ele defendeu que a lei valha para todos (► 2:51:19).

Sustentabilidade e Serviços em Boipeba

Gito, dono de um hostel em Boipeba, disse que a apresentação não trouxe medidas concretas de turismo sustentável, nem para a fauna e a flora. Relatou que Boipeba fica sem água todas as noites e que falta energia quando a ilha “enche um pouquinho”, e disse ter tido prejuízo no último verão, com queda de movimento que, segundo ele, não aparece nos números apresentados. Afirmou que há iniciativas privadas de turismo ecológico e guias em Boipeba que nunca foram chamados à pauta, e que se sente sendo convidado a dividir a culpa por serviços que, para ele, não funcionam (► 2:53:23).

O prefeito respondeu que considerava falta de respeito, depois do trabalho mobilizado por empresários, trade e poder público, um discurso que, segundo ele, queria desfazer o que está sendo construído (► 2:57:39). Disse que turismo sustentável se faz com investimentos e planejamento, que o lixo ainda é tratado de forma primária e que o município trabalha para ser sustentável (► 2:58:23). Em seguida, apresentou a queda do ICMS e as obras já citadas e convidou Gito a integrar o trade e o conselho, dizendo que as sugestões seriam avaliadas, sem garantia de que seriam cumpridas (► 3:02:15).

Folclore, Segurança, Lixo e Associações

Alemão, condutor de turismo, disse que o turismo sustenta o município e defendeu fazer matérias e roteiros com os grupos folclóricos de cada comunidade (► 2:27:59). Flanklin Nelby, presidente de uma associação de passeios, disse que a mídia não fala da segurança do município nem do atendimento de saúde. Contou o caso de uma turista do Rio de Janeiro machucada que foi atendida por um médico 24 horas em Boipeba, encaminhada a Valença e acompanhada até a pousada no Morro (► 3:04:31, ► 3:05:48 e ► 3:06:21).

Dido, de Boipeba, defendeu que os empresários se associem, citando dados do Ministério do Turismo segundo os quais 47% dos turistas escolhem o destino pelas redes sociais (► 3:08:49 e ► 3:11:33). Sobre o lixo, disse que a prefeitura optou por não cobrar a taxa de coleta dos moradores e passar o custo para a TUPA, porque retirar lixo da ilha é mais caro que em Valença (► 3:12:24). Contou que, num dia de coleta de vidro em um ponto, nenhum empresário levou vidro separado, e pediu que o trade assuma essa responsabilidade (► 3:13:30).

Outros Registros da Reunião

  • Aluguéis de casas: Cláudio Brito disse que a Câmara de Vereadores deve apresentar em breve um projeto de lei para ordenar os aluguéis de casas, que, segundo ele, prejudicam o setor hoteleiro (► 1:54:21).
  • Calendário esportivo e cultural: Cláudio Brito citou o encontro de forrozeiros na sede, os São Pedros da Gamboa e de Boipeba e os festivais musicais de Boipeba e do Morro (► 2:19:21).
  • Frase final: Jackson Fernandes encerrou dizendo que o destino que se quer amanhã depende das decisões e da união construídas hoje (► 2:23:56).

Este texto resume o que foi dito na reunião aberta do Conselho Municipal de Turismo de Cairu, com base na transmissão da TV Câmara Cairu no YouTube. As falas são dos participantes e não foram verificadas pela Redação. A transcrição automática pode conter erros em nomes, números e valores, e o resumo pode não incluir todos os detalhes. Para conferir cada ponto, use o link do horário ao lado dele ou assista ao vídeo completo. Em caso de divergência, vale o registro oficial do município.

Fontes: TV Câmara Cairu, O turismo do arquipélago de Cairu em movimento, reunião aberta do Conselho Municipal de Turismo, transmitida ao vivo em 2 de junho de 2026.

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